terça-feira, 27 de outubro de 2015

Balanço da época 2014/2015

     Com a época a chegar ao fim, e agora que é altura dos robalos grandes se aproximam da costa para desovarem, e dos mares mais brutos de inverno, é altura de limpar as armas para uma nova temporada.
     Para mim, o ano que passou, apesar de não ter apanhado nenhum peixe no Outono  nem no Inverno (embora até tenha havido bastantes dias com boas condições, o peixe é que teimava em não aparecer), até foi um ano bastante bom. Com a chegada da primavera e do verão, começaram a surgir as primeiras capturas, e tive umas manhãs e umas noites bastante animadas.
     segue uma tabela com os peixes capturados, bem como as amostras que os enganaram. Mais uma vez a black minnow rosa feita por mim foi a amostra vencedora.

todos os peixes sem medida, foram prontamente devolvidos ao seu habitat
Algumas capturas de 2015
 

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

ROBALOS AO FIM DO DIA! (com video)

     Regressado de férias, a primeira coisa que fui fazer quando cheguei, foi ver como estava o mar. As condições não eram nada de especial, estava muito vento, e o mar muito pequeno para o meu gosto. Mas a vontade de animar umas borrachas e uns plásticos era tanta que decidi ir fazer uns lançamentos ao final do dia. Já noite serrada, lá consegui enganar um mesmo quando me preparava para tirar o vinil da água. Era um dos pequenotes, e foi só tirar uma fotografia e devolve-lo á sua vasta mansão. Não era o peixe que procurava mas é melhor do que não sentir nada.
    


     No dia seguinte, e como o vento ainda se fazia sentir bastante, decidi ir a um spot que nunca tinha ido bastante mais abrigado. De manhã, fui estudar o sítio, conhecer melhor os fundos e ver as zonas onde eventualmente eles poderiam andar. Marquei umas 4 ou 5 zonas que me pareceram bem promissoras.
     Ao fim do dia lá fui eu com pouca ou mesmo nenhuma esperança de que fosse apanhar alguma coisa. Ao fim de uma hora, de andar a saltar de pedra em pedra, lançamento aqui, lançamento ali, lá tive a minha surpresa e ferrei um bom peixe. o resto da história vou deixar para que seja o video a contar.

       
                      
  
      Foi uma agradável surpresa. Quando vamos pescar sem grandes expectativas e depois trazemos um peixinho bem jeitoso para casa, sabe mesmo bem!


Ficha técnica 
Amostra: black minnow 120 gold/red; black minnow 120 kaki   
Peso/Tamanho: 1.700 kg (49cm)



domingo, 27 de setembro de 2015

Férias em Sagres: A pesca

     Como é habitual, todos os anos vou passar férias a Sagres. Vou para lá desde bébe. Foi lá que aprendi a nadar, foi lá que fiz as minhas primeiras pescarias, e também foi lá que apanhei o meu primeiro robalo.
     As férias deste ano, não foram muito produtivas em termos de pescarias. Também a verdade é que fui poucas vezes, mas mesmo assim deu para matar o vicio nas mais diversas modalidades: trolling, spinning, chocos, "embarcada", e surfcasting.  Na primeira pescaria das férias, fui com o meu irmão e o meu pai "trollar" ao amanhecer, e ainda conseguimos safar a grade com dois sarrajões. Para quem nunca tinha apanhado nenhum, este ano já lá vão três. Um deles veio ferrado no pingalin enquanto na amostra vinha ferrado um peixe-aranha com uns 30cm.

      De resto, ao que se refere a pesca com amostras, só apanhei mais uma lula, e a única investida que fiz ao spinning não senti nada.

Ficha técnica 
Cana: Barros stout blue attack
Carreto: tubertini AP power , daiwa
Multi: sufix 832 - 0.20
Amostra: Yozuri cristal minnow GHIW 11 cm, perfeel PWGB 145
Peso: 1.520 kg, 1.270 kg

     Com o final das férias, deu-me a nostálgia e fui recordar fotos e videos de anos anteriores em Sagres. Partilho com vocês algumas fotos de pescarias, bem como um video de jigging aos pargos  que já tem 20 anos. Na altura jigging, era palavra por nós desconhecida, dizíamos que iamos pescar à zagaia!
     

O meu primeiro robalo!
  

                                  

quarta-feira, 22 de julho de 2015

A MANITA QUE VEIO DE NORTE!


     Com o vento que tem estado, tem sido difícil ir fazer uns lançamentos. Todos os dias a checar o windguru e o beachcam várias vezes ao dia na esperança que haja um dia com menos vento, ou, alguma previsão incorrecta. Há uns dias atrás, as imagens do beachcam não coincidiam com as previsões do windguru. Desloquei-me ao pesqueiro, e verifiquei que realmente não estáva muito vento. Fiquei logo em pulgas. A maré era vazia as 4h, e por volta da 1.30h lá estava eu a caminho de mais uma investida.
     As condições estavam de gala, com um pouco de vento NW mas que dava para pescar. Ponho o vinil que melhores resultados me tem dado (BM rosa) e começo a dar neles. Passa meia hora; quarenta minutos e nem sinal deles. Decido mudar para uma cor feita por mim, dourado/vermelho, e ao terceiro lançamento sinto um toque. Tinha o primeiro ferrado, não era muito grande mas dava uma luta engraçada. Com o peixe em seco, lá continuo na esperança de ferrar outro. O tempo passava e parecia que não ia apanhar mais nada. Quando me preparava para ir embora... tinha outro ferrado. Em pouco mais de 10 minutos ferro e ponho em seco 3 peixes a rondar o 1.500kg. Todos eles com ataques ferozes e vendendo bem cara a sua derrota. Depois, mais uns quarenta minutos sem sentir nada. Troquei novamente para a cor rosa, e ao fim de uma dúzia de lançamentos sinto o maior ataque da noite. Três cabeçadas fortes e uma correria para fora, tinha ferrado um bom peixe que não queria vir para seco nem por nada. Mas mais uma vez, levei a melhor.
     O peixe estava bastante bruto, talvez os mais brutos que apanhei este ano. Estavam de barriguinha vazia e deviam estar a desesperar por comida, ao contrário dos outros que estavam sempre com a barriga a rebentar pelas costuras.
      Fiz mais uns lançamentos à medida que ia ficando de dia, mas sem sucesso. Fui dormir que já eram horas!
          No meio de tanta nortada, lá vou conseguindo aproveitar umas abertas, enganando uns peixes.
Ficha técnica 
Cana: Barros Stout Striker 3.30 - 20g-60g
Carreto: shimano stradic fj 5000 
Multi: sufix 832 - 0.18 
Amostra: black minnow 120 rose; black minnow 120 gold/red  (home made) 
Peso/Tamanho: 1.142 kg (49cm), 1.490 kg (53cm), 1.710 kg (54cm), 1.770 kg (53cm), 2.205 kg (

quarta-feira, 1 de julho de 2015

PEIXES - SARRAJÃO

Pela primeira vez apanhei um Sarrajão e decidi investigar um pouco mais sobre este peixe.

  BONITO, Sarda sarda
Também conhecido por: Sarrajão, Serrajão, Serra e Bonito-do-Atlântico

Tamanho: 90 cm
peso: até 11 kg
idade: até 6 anos
profundidade: 0-50 m

     é frequentemente confundido com o atum, mas pertence à família dos escombrídeos e ao grupo de peixes ósseos. Vive sobre a plataforma continental sendo, por vezes, visto a entrar em estuários. Desloca-se em grandes cardumes em movimentos migratórios longos e rápidos. Surge diversas vezes próximo da superfície.
     A desova na época de verão é feita nas imediações da costa, mas em cardumes reduzidos. Fortemente explorado, dado o seu interesse comercial, o sarrajão, tem um apetite insaciável, o que faz dele um predador que devora com avidez pequenos peixes, incluindo membros da própria espécie, mas também lulas e camarões. Quando capturado, apresenta uma série de barras escuras verticáis em cada lado que depois vão desaparecendo. Estas riscas aparecem quando o sarrajão está a comer, e desaparecem quando pára de comer.
     De carne rosada, corpo esguio e cilíndrico, a fazer lembrar um fuso, tem duas barbatanas dorsais. Uma é mais curta e compacta, a outra prolonga-se em forma de leque. A pele tem matizes azuis no dorso que desvanecem nos flancos, onde surgem 5 a 10 listas oblíquas. A barriga apresenta um tom prateado.

     Encontrei tambem um documento em PDF no site da almargem,  que achei bastante interessante. Fala sobre os peixes da família dos escombrídeos, e podem fazer o download aqui: 
ATUNS E CAVALAS

_______________________________________________________________________________________
Bibliografia: Aimé Barroyer, Mário Cerdeira - Sabor aMar. 100% EDITORES, Lda. - janeiro 2011
                   www.oceanario.pt

DIA 4 - A DESFORRA


     Cheio de vontade de me desforrar de tanto peixe perdido no dia anterior, lá fui eu tentar a minha sorte pelo quarto dia consecutivo, e ultimo, porque para os próximos dias as previsões eram de nortada, por isso era de aproveitar.
     Quando cheguei ao pesqueiro fazia-se sentir uma brisa de NW que poderia dificultar um pouco a pesca, pois o peixe nos dias anteriores andava longe e com esta brisa podia ser dificil chegar lá. Mas tambem como o mar era menos, tinha a esperança que o peixe tivesse mais encostado. Ao fim de meia dúzia de lançamentos, ferro um. Era pequeno e veio completamente a reboque. Tinha 37 cm e decidi devolver, como que uma oferenda aos Deuses dos robalos para que pudesse ser recompensado. Só esperava era que essa recompensa fosse naquela noite.
     Mais uns lançamentos e ferro outro, era um bom peixe e deu bastante luta, mas como estava cheio de confiança não dei a minima abébia. Peixe em seco, e a minha oferenda já tinha valido a pena. Quando tirei o vinil reparei que estava engasgado com um carapau com cerca de um palmo, até a barriga rebentar estes bichos não se cansam de comer. Com a maré a encher, o peixe foi encostando e já não era preciso lançar para tão longe. Apanhei mais cinco robalos, embora dois tenham sido devolvidos, um que devia rondar a medida legal, o outro era um pouco maior que a amostra, e uma baila. A captura do maior de todos, e última, foi engraçada, parecia o jogo do gato e do rato. Lancei, a meio da recuperação senti um toque mas não ferrou. Deixei o vinil afundar e espera que voltasse a atacar, mas nada. Volto a lançar para o mesmo sítio, e volto a sentir um toque igual. Deixo o vinil afundar novamente, e nada. Lanço novamente, e pela terceira vez sinto o mesmo toque, mas desta vez ferrei. Estava dificl de ser enganado este.
     Com a desforra consumada, decidi ir para casa todo contente!

Ficha técnica 
Cana: shimano speedmaster 300H BX 20-50g
Carreto: shimano stradic fj 5000 
Multi: sufix 832 - 0.18 
Amostra: black minnow rosa (home made) 
Peso/Tamanho: 1.100 kg - 45cm, 1.080 kg - 46cm, 1.820 kg - 53cm, 2.000 kg - 57cm

     Foram quatro dias de pesca muito bons, sem nunca ter ido para casa de mãos a abanar. Só ficou a faltar um daqueles tarolos mas não me posso mesmo queixar. Ao todo foram 16 peixes, 12 robalos (3 devolvidos), 3 bailas e um sarrajão. Mais uma vez, a amostra vencedora foi a Black Minnow 120 - rosa, feita por mim. Uma autêntica matadora!! 

segunda-feira, 29 de junho de 2015

DIA 3 - FESTIVAL DE ROBALOS PERDIDOS E TROLLING


     Terceiro dia clássico, terceira ida aos robalos. As condições mantinham-se iguais e lá fui eu mais uma vez noite dentro em busca dos labrax. Chegado ao pesqueiro nem perdi tempo e comecei logo a dar banho aos vinis. Meia hora passada e não tinha sinais deles. Continuei a insistir no mesmo spot pois estava com esperança que eles por lá andassem.
     Mudei o vinil para a cor dourado/vermelho, e pouco tempo depois tinha o primeiro ferrado, não era um peixe muito grande mas era bastante irrequieto, não que isso lhe tivesse valido de algo. Peixe em seco com facilidade. Lançamento seguinte para o mesmo sítio e nova ferragem. Este já dava mais luta, mas com paciência lá o consegui trazer para perto de terra. Quando me preparava para o içar, já com ele fora de água desferra-se e lá foi ele. Nem fiquei muito chateado porque a pesca ainda estava no início e a fezada era muita. Mais uns lançamentos e nova ferragem, a mesma história, já com ele fora de água pronto para vir para terra e... desferrou-se novamente. Já não estava a gostar da brincadeira, o vinil estava completamente rasgado e o novo peixe em fuga. Troquei de vinil mas mantive a mesma cor e... como não há duas sem três, nova desferragem já com o peixe fora de água quase a salvo. Nem estava a acreditar, três bons peixes seguidos desferrados mesmo quase em seco! Bem tentava perceber o que se passava mas não conseguia compreender.
     Sem desistir lá continuei na minha demanda e lá consegui pôr o segundo peixe em seco. Era do tamanho do primeiro, e já estava mesmo a ver que só me estavam destinados peixes daquele lote, todos os maiores queriam era ficar de molho. Lançamento bem lá para fora, e mal o vinil cai na água ZZZZZZZZZ, aí estava ele a cantar, era um bom tarolo, ainda consegui traze-lo um pouco para terra mas... PFFFF a linha partiu mesmo pela ponteira. Só me faltava mais esta, a cerâmica da ponteira estava estalada e cortou a linha. Percebi que com aquela cana não iria pescar mais e ainda estive para ir ao carro buscar a outra, mas aquele não era mesmo o meu dia e decidi ir dormir, até porque nessa manhã tinha combinado com o meu pai ir estrear o nosso barco com um trolling, e já não faltava muitas horas para a hora combinada.

Ficha técnica
Spinning 
Cana: Barros Stout Striker 3.30 - 20g-60g 
Carreto: shimano stradic fj 5000 
Multi: sufix 832 - 0.18 
Amostra: black minnow gold/red (home made) 
Peso/Tamanho: 0,910 (43cm), 0,820 (40cm)

     Depois de dormir umas três horas, lá estava eu de pé novamento para ir dar neles, mas desta vez de barco. Prefiro muito mais fazer spinning de terra, é uma adrenalina totalmente diferente, tem muito mais acção. Termos de fugir quando vem uma onda maior, levarmos uns banhos de vez em quando, ou termos de andar a correr durante a noite pelas pedras para conseguir tirar um peixe maior. Acho que quem tem a mesma paixão pelo spinning percebe bem do que estou a falar. Mas a verdade é que tudo o que seja enganar os nossos amigos com plásticos, cá estou eu para lhes tratar da saúde.
     O tempo estava fechado, com um nevoeiro que cada vez ia ficando mais serrado, e depois de umas voltas, sempre a olhar para a sonda em busca de alguma mancha que nos deixa-se em pulgas, lá ouvimos o carreto ZZZZZZ! Era um robalote que devia andar por lá perdido. Já tinhamos a estreia do barco feita. Mais umas voltas e nada, mudámos de sitio e demos voltas e mais voltas e nada. Quando já estavamos a caminho de casa, lá ouvimos novamente o cantar do carreto. Não parecia robalo, eram uns toques muito nervosos, pensámos logo que seria uma cavala ou um agulha, mas quando se aproximou do barco vimos que era um sarrajão. Ainda deu umas corridas e brinquei um bocado com ele, mas antes que fugisse, veio para bordo e demos por concluida a nossa primeira investida aos robalos no novo barco. Mal pus os pés em terra, já so pensava que logo á noite teria a desforra da noite anterior.
    
Trolling
Cana: barros stout Blue Attack 240
carreto: Tubertini ap power 6000
Multi: sufix 832 - 0.20
Amostra: Rapala X Rap deep10 s
Peso: 0,840
Tamanho: 41 cm  


CONTINUA...

sexta-feira, 26 de junho de 2015

DIA 2 - O MAIOR DO ANO


     Depois de na manhã anterior ter apanhado um bom peixe, e como as condições continuavam boas, decidi fazer nova investida pela calada da noite, e aproveitar para estrear a minha cana nova Barros stout striker 3.30. Comecei por bater um spot diferente do dia anterior, porque a maré ainda estava muito vazia para o pesqueiro. logo ao terceiro ou quarto lançamente sinto um pequeno toque seguido de ferragem, pelo bater nervoso da cana imaginei logo que fosse uma baila. bem dito e bem feito. A estreia da cana estava feita, apesar de não ser a estreia que procurava!
      continuo a dar neles mas sem sucesso, nem um toque sentia. Pensei que estaria na hora de voltar ao local do crime do dia anterior.
     Com a arma do costume, ao fim de uma duzia de lançamentos, ZZZZZZZZZZ..... lá estava o carreto a cantar e a cana toda vergada! Tinha ferrado bem lá fora, pelo bater e a força que fazia, dava para perceber que era um bom peixe. O pesqueiro em questão tem cerca de dois, três metros de altura e a única maneira de tirar o peixe é à vara, estava na hora de testar a cana. Ao içar o peixe pensei, "fogo páh, afinal não é assim tão grande", mas enganei-me, era peixe para ultrapassar os 2kg, so que a facilidade com que a cana aguentou o peixe, mais parecia um peixe de quilo. Estava aprovada e a verdadeira estreia feita.
      Mais uns lançamentos, e senti uma boa cabeçada mas não ferrou, continuei e ainda apanhei mais uma baila. Pouco depois e porque já se fazia tarde e a maré já estava muito cheia, decidi ir para casa porque amanha tambem era dia de ir a eles!
 
Tal como o do dia anterior, este peixe tinha a barriga completamente cheia, desta vez de pilado. Alguns ainda inteiros que deviam ter sido acabados de comer.

 CONTINUA...

Ficha técnica 
Cana: Barros Stout Striker 3.30 - 20g-60g 
Carreto: shimano stradic fj 5000 
Multi: sufix 832 - 0.18 
Amostra: black minnow rosa (home made) 
Peso: 2,320 kg
Tamanho: 57 cm 

quinta-feira, 25 de junho de 2015

DIA 1 - O GULOSO!




     Depois de uma semana com vento em que não consegui ir pescar, lá surgiram umas boas previsões que se iriam manter durante toda a semana; sem vento, o mar na medida certa, e ainda por cima coincidia com a lua nova.
     Decidi voltar ao pesqueiro onde tinha apanhado o ultimo peixe para fazer o nascer do dia. Despertador para as 4h e lá vou eu a caminho de mais um dia de faina! lançamento para aqui, lançamento para ali, ora lança para perto, ora lança para longe, troca de amostra, não troca de amostra, e peixe nem vê-lo! Estava quase a ficar de dia e mesmo a ver que ia ser mais uma grade. Mas não, num lançamento com o vinil já praticamente aos meus pés, e já a preparar-me para o tirar da água, sinto um forte ataque que me leva alguma linha, mas de repente deixa de lutar e veio para terra literalmente a "reboque".


     Não era um peixe muito comprido mas estava bem gordo, e de barriga cheia. Talvez por isso tenha vendido bem barata a derrota! Continuei a fazer mais uns lançamentos, troquei de spot várias vezes, mas nada.
     Quando cheguei a casa medi e pesei o peixe, e reparo que era exactamente do mesmo tamanho do ultimo robalo que tinha apanhado, mas tinha quase mais 600g, e uma barriga completamente cheia de pequenos peixes e uns tentáculos de choco que não eram assim tão pequenos.


     Mesmo de barriga a abarrotar, arranjam sempre espaço para mais um bocadinho de comida, mesmo para ficar a rebolar!!


CONTINUA...


Ficha técnica 
Cana: shimano exage 3.30 - 50-100g 
Carreto: shimano stradic fj 5000 
Multi: sufix 832 - 0.18 
Amostra: black minnow jaune/blanc 
Peso: 1.685 kg
Tamanho: 47 cm 

segunda-feira, 22 de junho de 2015

RECEITA #2 - Cataplana de Robalo

CATAPLANA DE ROBALO

INGREDIENTES                       

1 robalo                                             
1 cebola                                  
2 dentes de alho                     
1/4 pimento vermelho            
1/4 pimento verde
5 tomates maduros
3 rodelas de chouriço
1c. sopa polpa de tomate
q.b. vinho branco
q.b cerveja
1 folha de louro
1 molho de coentros
1 raminho de poejos
Opcional: camarão, ameijoas, mexilhoes etc.



      limpar bem o robalo e escamar, eu costumo filetar o robalo e aproveitar a cabeça e as espinhas para fazer uma sopa ou um caldo de peixe.
     fazer um refugado com um pouco de azeite, as cebola as rodelas, o alho laminado, o pimento as tiras e o chouriço. deixar alourar um pouco e acrescentar os talos dos coentros picados, a polpa de tomate, a folha de louro e envolve-se tudo. acrescenta-se o tomate aos cubos, sal e pimenta, e deixa-se refogar por mais 5 minutos. Junta-se o vinho e a cerveja e aumenta-se o lume para evaporar bem o alcool,  quando deixar de deitar vapor, tapar e baixar o lume. Deixar apurar entre 10/15 minutos (ou um pouco mais para ficar bem apuradinho).
     A base da cataplana está pronta para receber o peixe e os mariscos. Este é o passo principal para que a cataplana fique no ponto. O peixe, os camarões e os bivalves tem tempos de cozeduras diferentes, e para que todos fiquem no ponto não podem ser colocados ao mesmo tempo.
     Primeiro ponho o peixe, tapo e deixo cozinhar em lume baixo aproximadamente 4/5minutos,  depois acrescento os camarões, tapo mais 2 minutos e por fim acrescento os bivalves, volto a tapar e aumento o lume, assim que levantar fervura desligo o lume e deixo repousar uns minutos. Acrescento os coentros picados grosseiramente e umas folhas de poejo para dar uma certa frescura. Está pronto a servir. É maravilhoso quando se abre uma cataplana à mesa e os seus aromas invadem a mesma (até já estou com água na boca). Costumo acompanhar esta cataplana com arroz basmati, ou um agulha bem soltinho.

NOTA: Não costumo adicionar picante porque cá em casa há quem não seja fã, costumo acrescentar depois no prato. Mas fica sempre bem umas malaguetas para realçar todos os sabores da cataplana.